Do que você tem medo? de si próprio?
Vivemos em um mundo onde
estamos sempre sendo tentados pelos nossos medos. Medo do que o futuro nos
reserva, medo de admitir nossos limites, medo do amor ou de uma rejeição, medo
de ceder o nosso próprio espaço ou nossos sonhos em nome de outra pessoa. Muitas
vezes medo de confiar nos nossos próprios sentimentos, como se eles nos
ludibriassem. Nessas horas muitas pessoas precisam justamente de um apoio
externo profissional. Eu particularmente sempre busquei as respostas em mim
mesmo, aliás não é justamente isso que um psicólogo ou psiquiatra faz? Nos
conduzir ao caminho do auto-conhecimento? Por isso, embora esporadicamente eu
pense não me reconhecer, é em mim, no que os outros vêem de bom e ruim em mim e
no que eu acredito que encontro todas as respostas de que necessito.
Acreditar em si não é um exercício de
soberba, desde que você saiba que suas qualidades não o colocam acima dos
outros. Mas lhe tornam único e especial. Por isso, quando nossos medos nos
dominam, é hora de olhar para dentro de si, ver o que estamos fazendo de certo e
errado. As respostas quase sempre estão dentro de nós mesmos.
Saudade...
Hoje decidi escrever sobre saudade. É, essa saudade
que ao mesmo tempo em que deixa triste por ver tudo aquilo que já passou e não
volta mais, ao mesmo tempo prova o quão boas são as nossas lembranças, e a nossa
vida em si, a ponto de deixar marcas em nosso coração. Acho que quem teve uma
vida ruim tem pouca coisa para sentir saudade. E quem sente muita saudade, sente
de coisas que valeram a pena, ou de uma vida cheia de lembranças boas para
recordar. Pois esses dias me bateu uma
saudade... Eu também sinto saudade, sabe? Não aquela saudade deprimente, mas
aquela alegria nostálgica de tudo de bom que vi e vivi.
Saudade de tudo de bom que eu vivi. Saudade, enfim, de tudo de bom que estou vivendo hoje e, um dia, vai virar lembrança. Boas lembranças. Como essas que eu citei agora. De tudo que foi, de tudo que é, e de tudo que vai ser.
Saudade de tudo de bom que eu vivi. Saudade, enfim, de tudo de bom que estou vivendo hoje e, um dia, vai virar lembrança. Boas lembranças. Como essas que eu citei agora. De tudo que foi, de tudo que é, e de tudo que vai ser.
Felicidade
Felicidade é um estado de espírito que não precisa de divulgação. Você sabe exatamente quando alguém está feliz: seus olhos denunciam, seu ar confiante invade a sala, sua paz interior transborda além de si mesmo. Não por acaso, quando vejo alguém alardear aos quatro cantos da sua própria felicidade, está claro que a pessoa está tentando convencer a si mesma disso, e não a qualquer outro. Lembro de um amigo que semanas antes havia passado por problemas, e volta e meia se pegava falando no caso: “To bem agora, to me sentindo tranqüilo, espírito leve, blá, blá, blá.” Quanto mais ele falava, mais me convencia do contrário. Como comentei antes, era muito mais um processo de convencimento pessoal do que qualquer outra coisa. E como as pessoas sentem necessidade de serem convencidas por si mesmas que estão felizes! E, nessa busca insólita, sofrem sem necessidade, amam exageradamente, materializam a felicidade em sonhos fúteis ou em alegrias efêmeras, e, assim, acordam um dia de manhã com um aperto no peito que não sabem de onde vem, embora a resposta esteja tão próxima quanto óbvia... de fato a felicidade não é um fim, mas um meio.
Ser feliz é ser leve. E não depende de propaganda.
Por isso não tentem me perguntar sobre felicidade. Ela está estampada no meu rosto para quem quiser ver, sempre que de fato existir. Aliás, no rosto de qualquer pessoa feliz.


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